quarta-feira, janeiro 14, 2026

Mais Barbies politicamente correctas

Como se não bastasse já uma Barbie gorducha, uma Barbie com diabetes, uma Barbie em cadeira de rodas, uma Barbie com síndrome de Down, em nome da santa inclusão a Mattel acambam de lançar mais uma Barbie Fashionista: a Barbie com autismo, para alertar para mais um a das deficiências invisíveis e criar uma boneca em que as crianças com autismo se possam retratar. Entretanto para o fazer, a meu ver, criaram um chlichê: tem os olhos ligeiramente virados para um dos lados, para reflectir a tendÊncia das pessoas com autismo de evitar contacto visual directo com os outros, os braços e os pulsos são dobráveis, para permitir movimentos repetidos que alguns têm tendência a fazer para expressar entusiasmo ou processar informações; vem com um vestido às riscas lilás de corte mais largo para minimizar o desconforto do contacto entre o corpo e o tecido que muitos têm e que é a côr usada na consciencialização para a Perturbação do Espectro do Autismo; vem com uns auscultadores cor-de-rosa que permitem reduzir os ruídos exteriores (que perturbam muitas pessoas com autismo); um fidget spinner (um disco que roda entre os dedos, que ajuda a reduzir o stress e ansiedade); e um tablet (cor-de-rosa, claro) com alguns símbolos que facilitam a comunicação.
As Barbies não precisam de crirar os típicos padrões irrealistas de beleza (magras, loiras com umas pernas até às orelhas), mas tentar retratar todo o tipo de irregularidades à regra vai enjoar. Nem oito nem oitenta...