segunda-feira, janeiro 26, 2026

Papel de parede eléctrico

Em Portugal rapa-se frio todo o Inverno e uma pessoa fica com frieiras dentro de casa, porque normalmente há um só calorífero, na sala, e mesmo assim só se está bem encamisolado, com meias grossas debaixo de uma manta; e o resto da casa é um gelo. Ir à casa de banho, por exemplo é um drama, tendo-se de atravessar um corredor gelado; o percurso faz-se a correr. E só se consegue dormir com mil mantas, pijama de flanela, lençóis idem e uma botija de água quente, que na minha infância arrefecia durante a noite e acordava-se com  os pés frios.
Já aqui mencionei há mais de um ano que na Escócia tinham desenvolvido uma solução inovadora, supostamente económica, eficiente e ecológica até para aquecer a casa e reduzir a humidade: papel de parede eléctrico! Financiado pela Scotland Beyond Net Zero, uma associação de universidades que faz a pesquisa científica em matérias sustentáveis e desenvolvido graças a uma parceria das Universidades de Glasgow e Strathclyde, a Câmara Municipal de Glasgow e a Associação da Habitação do Oeste da Escócia este papel de parede, que reveste o tecto cuja tecnologia consiste em grafeno impresso num papel de parede de uma fracção de milímetro de espessura e tiras de cobre em cada extremidade, que irradiam infravermelhos, que propagam o calor na divisão tem estado a ser testado em 12 prédios habitacionais mais antigos e mal isolados por lá. E pelo que dizem é uma forma rápida de aquecer a casa: em dois minutos está-se bem. O controle remoto é a partir do telemóvel. 
Voltei a mencionar isto, porque que eu saiba Portugal ainda não adoptaram quaisquer medidas para ajudar as pessoas a tiritar menos dentro de casa... verdade? Então, de que é que estamos à espera???