

Creio que já vos confessei que em certas coisas sou tremendamente superficial: adoooro comédias românticas e chick lit, por exemplo, e quando vou às compras muitas vezes escolho o produto porque gosto da embalagem – um fenómeno que aliás pelos vistos é mais generalizado do que eu pensava: segundo li há dias a embalagem assinala conscientemente a qualidade e preço aproximado do produto e muitos de nós instintivamente, numa questão de segundos, escolhemos o produto que aparentemente melhor se coaduna à imagem e estilo de vida que temos ou desejamos criar de nós próprios. Por exemplo legumes num saco de papel pardo reciclado ou embalagens de cores pálidas assinalam ecologia e cuidado ambiental, enquanto que os mesmos produtos em embalagens mais garridas se associam à vida moderna em que a ecologia não tem tanta prioridade.
Só pela experiência da próxima vez que forem às compras notem lá se há um padrão definido – e qual – nas embalagens que puseram no carrinho.
3 Comments:
O meu critério é muito mais simples:
1. se nenhuma rapariga estiver a ver, compro o mais barato;
2. se alguma rapariga estiver a ver, compro o mais caro.
Elas quando me vêem comprar iogurtes de 4€ praticamente que se despem ali mesmo.
mais uma vez o comentário inteligente e pertinente (na linha da análise sociológica do design aplicado ao marketing, numa perspectiva empírica :) que eu ia fazer eclipsou-se perante esta tirada do jaime. lol
LOL E porque será que não me espanta nada, jaime? Gerência de aparências por gerência de aparências, pelo menos personalizaste a coisa... ;-)
É que o rapaz deixa uma pessoa sem palavras, papel!... Mas tenho pena de perder a tua análise sociológica do design aplicado ao marketing, numa perspectiva empírica, amiga ;-D
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