quinta-feira, abril 30, 2026

Foi o mordomo

Se como eu vêm séries de detectives, já devem ter notado que muitas vezes o culpado é o mordomo. O que é um cliché fácil: o empregado com acesso a tudo, o servo quase invisível e muito discreto de confiança, que se vai a ver e afinal não o era. Mas desta vez não o era na realidade: li há dias sobre um furto de obras de arte valiosíssimas de Miró, Picasso e outros tantos, que com o falecimento do dono octagenário, um colecionador ávido, tinham ficado para os herdeiros. Entretanto veio-se a ver que o mordomo septuagenário  ter-se-á apropriado delas e planeava vendê-las. Foram descobertas pela Polícia Judiciária em Penalva do Castelo, ao todo 278 obras, e já foi confirmada a sua autenticidade. E pelo que percebi, o proprietário (quer dizer: o defunto) também não era propriamente de confiança, mas estaria possivelmente ligado ao branqueamento internacional de capitais. E como se costuma dizer: ladão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão. Terá...?