E-mpregado
Se há uma coisa que me enerva quando vou jantar fora é ter de fazer um esforço descomunal para conseguir estabelecer contacto visual com o empregado de mesa. São tão peritos em evitá-lo que imagino ser uma das qualificações absolutamente indispensáveis à posição - é que nem fazendo malabarismos, piruetas e flik flaks lhes consigo atrair a atenção a maior parte das vezes. Aliás, até vêm sistematicamente assim que uma pessoa se senta e ainda não teve oportunidade de sequer passar a vista pela ementa; deve ser uma manobra qualquer para uma pessoa depois não se poder vir queixar de que ninguém lhe prestou atenção. Claro que uma pessoa nessa altura ainda não está minimamente preparada para pedir e pede ao empregado mais uns minutinhos... que entretanto na pior das hipóteses se tornam quartos de hora e meias horas. E uma pessoa está ali a gesticular desvairadamente e a tentar fazer-lhes olhinhos, até por fim ter sorte. Então uma pessoa pede os comes e bebes, deleita-se com a refeição e quase que se esquece da irritação inicial - até ter de pedir a conta e voltar a passar pelo mesmo.Segundo o International Herald Tribune felizmente acabou-se a necessidade de dar saltos-mortais e fazer pinos e rodas para conseguir encomendar uma refeição - e de ter de aturar empregados de mesa impertinentes e distraídos que te trazem Fanta em vez de Sprite ou o bife mal passado quando explicitamente o tinhas pedido bem passado. Em vários restaurantes em cidades „prá frentex“ como Tel Aviv e Tokyo, já estão a experimentar aplicar as novas tecnologias à restauração - nomeadamente o e-mpregado de mesa (não soube como traduzir melhor o termo „e-waiter“; perdão): uma pessoa senta-se à mesa e tem ao seu dispor um ecrã de toque com fotografias dos apetitosos petiscos na ementa e ligação directa à cozinha e pode logo ali com facilidade e sem intermediários encomendar precisamente o que deseja comer e beber.
Fácil, simples e óptimo para os nervos.
(foto abaixo: Gil Cohen Magen/ Reuters)
12 Comments:
de facto... pratico e muito provavelmente eficaz... mas... é (mais) ums ajuda para o desemprego... :(
bjs
ainda assim prefiro os empregados de carne e osso a desviar o olhar a um sistema que pode crashar constantemente num bad magnetic field day (costumo ter desses dias).
:)
Tens razão, maria... não tinha pensado nisso... mas talvez os empregados de mesa também devessem matutar em como não se tornar obsoletos aos olhos do público frustrado e faminto...
E claro que no meu desespero para saciar a fome também não tinha pensado nas falhas técnicas :-/
Bad magnetic field day, papel? Só conhecia os bad hair days... ;-)
É práctico mas não sei até que ponto eficaz. Repara: se não nos trouxerem o que pedimos vamos reclamar com quem? Com o computador? :-) E também vai ajudar ao desemprego. Tens a certeza que o nosso primeiro ministro, José Socrates (ou como diz uma criança que conheço: Zé Cocas), não lê o teu blog? É que ele sabe disto implementa já uma lei que obriga os restaurantes a funcionarem desta forma. :-)
Estou a ver que é mais um tema em que estão todas de acordo...
... hmmm... não presumo que o Zé Cocas leia o meu blogue, helena, mas também não tinha considerado o aspecto político da questão...
... nem na questão das reclamações :-S
Eu defendo outro sistema... o sistema das campaínhas. Ter uma campaínha na mesa que permita chamar o empregado e também um tempo máximo de atendimento a esse pedido, após o qual a refeilão seria gratuita! :D
Gosto da ideia da Marta :)
Beijinhos
Ora aí está uma excelente ideia, marta! Eu vou nessa. :-)
O Mc Donald's já funciona um pouco assim... Têm 8 minutos para te servir, caso contrário são obrigados a dar-te outro hamburguer de borla enquanto esperas pelo que pediste! :D
«[...] são obrigados a dar-te outro hamburguer de borla enquanto esperas pelo que pediste esperas pelo que pediste [...]»
Argh... DOIS hamburgeres??? O conceito em si soa-me a castigo :-S
Mas como o McDonald’s é sinónimo de caixa registadora, servem-te de certeza em 5 minutos para evitar proporcionar-te a ”compensação” (e como comida de plástico não demora muito a fazer, é mais do que possível LOL) ;-P
E já experimentaste deixar de ir a restaurantes gay e ir a um lésbico? Aposto que aí entrarias muito facilmente em contacto visual com a empregada...
Ha ha ha, sorrisos. Não... mas obrigada pela dica ;-)
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