
Uma ida ao supermercado tem vindo a tornar-se cada vez mais complicada com a quantidade de marcas informativas disto e daquilo em cada produto – para além das habituais informações sobre o teor calórico, percentagem de lípidos, hidratos de carbono e proteínas, se é ecológico se não e descrições discriminadas dos ingredientes e de onde vem o produto, agora inventaram aquela das quantidades diárias aconselhadas. E na Suécia com esta conversa toda das emissões de CO2 e a Conferência sobre o clima em Copenhaga daqui a dias resolveram introduzir outra nova: a marca do clima, que explicita como é que produzir o produto em questão teve impacto no ambiente.
Se já era difícil escolher o que pôr no carrinho das compras, mais difícil será: será preferível comprar um bife ecológico que corresponde a uma carrada de emissões de CO2, ou um frango produzido tradicionalmente, que sofreu as passas do Algarve estilo campo de concentração até chegar às arcas frigoríficas do estabelecimento em questão? E se a escolha for entre vegetais produzidos biodinamicamente mas num país em desenvolvimento em que o agricultor é explorado e produzidos com a ajuda de pesticidas etc e tal mas de forma socialmente responsável? Hmmm...
...
Qualquer dia é preciso um curso superior para ser-se um consumidor relativamente bem informado...
6 Comments:
Eu compro ovos de galinhas felizes (que andam à solta no campo em vez de trancadas num recinto fechado). O que naturalmente faz de mim um dos favoritos para o Prémio Nobel da Paz de 2010.
Folgo em sabê-lo, jaime :-) Por mim estás já nomeado... afinal de contas já se galardoou o Prémio Nobel da Paz por bem menos ;-D
em relação às informações no rótulo, traduzi um livro em que o autor defendia que:
- se o alimento em questão se autoproclama benéfico para a saúde - não comprar - é um alimento processado, logo tem certamente componentes que são nocivos
- se tiver mais de 5 ingredientes, não comprar - pelas mesmas razões
- se os nomes de alguns dos ingredientes forem impronunciáveis, não comprar
- se o alimento em questão não fosse reconhecido pelos nossos avós como comida, não comprar
_ comprar os legumes e a fruta, tanto quanto possível, em mercados locais
(confesso que a regra dos 5 ingredientes me tem ajudado a escolher alimentos mais "whole")
:D
Obrigada pelas dicas, papel. Soa fácil: se uma pessoa sair do supermercado com o carrinho vazio, não faz mal a ninguém, nem à saúde, nem sequer ao ambiente ;-)
Agora a sério: eu já não gostava de coisas com muitos ingredientes, e a regra dos 5 ingredientes só me veio fortalecer mais ainda a convicção.
A solução é simples: olha-se para a etiqueta do preço. A que tiver o preço mais baixo, marcha...
He he he :-) Já isso não é ciência nenhuma, helena, mas se todos o fizéssemos já tinhamos piquete à porta de activistas disto e daquilo, né? ;-)
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