quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Mas qual serviço, qual carapuça?!…
Como já devem ter-se dado conta, eu tenho uma atitude tremendamente positiva em relação à Dinamarca, onde já resido há anos e anos, onde a vida e a sociedade são porreiras e onde sempre me senti bem acolhida e à vontade. Mas há um assunto sobre o qual vou ter de barafustar: trata-se do nível do serviço, ou mais precisamente sobre a geral falta de mentalidade serviçal neste país, que gosta de se apelidar de “já não ser uma sociedade industrial mas uma sociedade de serviços”.
Entretanto devem estar a brincar!... É que lá funções de serviço há, mas alguém se esqueceu de educar o sector em relação às absolutamente necessárias delicadeza e atitude de se ser prestável e cordial para com os clientes. Por outras palavras, na Dinamarca o lema de “o cliente tem sempre razão” parece ter-se ausentado (se alguma vez cá teve poiso).
Toda esta fúria inspirada num episódio que me sucedeu há dias (e que em nada é único por estas bandas): nós temos uma poupança de reforma num instituto de crédito de algum renome e há dias liguei-lhes para que me mudassem uns detalhes na distribuição dos fundos. Já lhes tinha enviado uma missiva sobre o mesmo assunto há mais de mês e meio atrás (regras são regras e estes assuntos aparentemente não podem ser tratados por mail ou por telefone, já que exigem assinaturas; tudo bem.), mas até vou esquecer o pequeno detalhe que eles nem sequer reagiram ao meu pedido e que tive de voltar a dirigir-me aos senhores, desta vez por telefone. Para mal dos meus pecados (e devem ter sido pesados para me sair uma daquelas...) apanhei uma consultora mal-criada que só faltou chamar-me estúpida pelas prioridades que eu tinha escolhido fazer: pediu-me explicações, quis discutir e disse por várias vezes que “ai, mas isso parece-me idiota” (estou a cita-la!). Tentei manter-me calma e serena o mais tempo possível e limitar-me a responder-lhe num tom de negócios, até que por fim lhe disse num tom mais imperativo que fizesse como lhe tinha pedido.
Mas eu só pergunto se isto era necessário? Que aconselhem tudo bem, até pode ser necessário e eu de economia “pesco” muito pouco. Mas está ali é para dar assistência aos utentes, que afinal de contas lhe pagam o salário que não deve ser pouco chorudo. E não se segura um cliente com má educação.
...
Esta era de certeza uma das tais que não conhecem – e se conhece, não é praticante – o tal lema de “o cliente tem sempre razão”.

9 Comments:

Blogger papel químico said...

e tu não fizeste uma reclamação formal, por escrito, devidamente assinada? francamente!

06 fevereiro, 2008 11:18  
Blogger Vida de Praia said...

Confesso que não me senti com energia para fazer uma reclamação formal, mas que merecia, lá isso merecia. Claro que não resultaria em nada senão na minha própria satisfação, uma vez que iria parar à mesa de outra pessoa sem sentido de serviço e - qui ça? - talvez ainda mais malcriada :-S

06 fevereiro, 2008 11:34  
Blogger papel químico said...

ainda vais a tempo. manda um mail!

06 fevereiro, 2008 11:59  
Blogger Vida de Praia said...

Tens razão. Vou reconsiderar. Porque para mim este tipo de comportamento de quem supostamente está ao meu serviço é inaceitável.

06 fevereiro, 2008 12:02  
Blogger Marta said...

Eu normalmente, quando a conversa começa a levar um rumo desagradável (e há bem pouco tempo tive um desses problemas com a PT Comunicações), levanto o tom de voz e digo "mas oiça lá, quem é o cliente, você ou eu? Sou eu, não sou??? Então faça o que eu estou a mandar e rápido que eu não tenho muito tempo!!"
Costuma resultar! :P

06 fevereiro, 2008 15:05  
Blogger Vida de Praia said...

Obrigada pela sugestão prática. Vou pô-la na minha listinha de coisas a tentar fazer face a casos perdidos :-)

06 fevereiro, 2008 16:00  
Blogger Graça said...

Pr'a porrada conta comigo!!! No dia em que te «passares» completamente, eu vou aí e resovo as coisas à porrada!!!
Eles querem é porrada!!

LOOL

Beijo

06 fevereiro, 2008 16:19  
Anonymous Anónimo said...

Qualquer coisa que não seja depositar as economias de toda a tua vida na minha conta bancária "é idiota". E estou a citar-me. Realmente, devias ter dado ouvidos à senhora, com a qual tenho acordados uns negócios daqueles que não se discutem ao telefone, não vá algum procurador do Ministério Público ter achado que o que fazia falta era mais uma escuta. :-)

06 fevereiro, 2008 16:39  
Blogger Vida de Praia said...

Obrigada pela oferta, graça; bem podes ficar a postos. Se tiver de voltar a ligar para lá, é a ti que me dirijo de certezinha ;-)

Ha, ha, ha. Havias de estar a citar mais quem, ó jaime? Vê lá é se o Ministério Público faz escutas na blogosfera, porque se fôr o caso estás tramado, pá!... :-D

06 fevereiro, 2008 19:05  

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