quarta-feira, outubro 11, 2006


Boa vizinhança
Nós temos a felicidade de termos bons vizinhos: simpáticos, prestáveis, hospitaleiros, interessados mas sem o péssimo hábito da “cusquice”. Já houve diversos convívios giros na casa dum e doutro. Durante as férias há sempre quem regue as plantas, recolha o correio e deite um olho à casa de vez em quando por motivos de segurança. Raramente põem a música alta e quando dão uma festa em que poderá gerar-se mais barulho, avisam previamente.
Há vizinhanças menos felizes, onde se criam conflitos desagradáveis ou mero desinteresse e indiferença e para essas foi recentemente criada uma ferramenta essencial. Num portal lançado na internet dão-se propostas concretas e práticas de como melhorar o clima entre vizinhos, com ponto de partida num teste simples. Algumas das questões abordadas são as seguintes: “A quantos vizinhos emprestarias 100 €?” “Achas que os teus vizinhos em geral são prestáveis?” “O que achas de como se recebe um novo morador no prédio?” “Com que frequência te prestas a ajudar os teus vizinhos escutando os problemas pessoais que têm?” “ É possível pedires emprestado café ou açucar a um ou vários vizinhos?” “Se já não vês um vizinho idoso há vários dias, tentas descobrir se se passa algo?”
Depois de feito o teste, mantenho o que disse inicialmente: temos a felicidade de termos bons vizinhos. É uma benção, um bónus com que nem sempre se pode contar.

7 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Acerda dos vizinhos vou contar uma breve história;

Eu morava numa aldeia chamada Baleia, poucas pessoas, só o vizinho da frente embirrava comigo, porque a minha cadela fazia "o serviço" no jardim dele. Ele não tinha portão e ela nunxa gostou de fazer nada no alcatrão.
O Vizinho conhecido na região pelo Má Tripa e por mim Bad Tripes ameaçava-me, sempre que estava bebado, com caçadeiras e veneno de ratos para a minha pobre bicha.
Certo dia, estava eu a ouvir a prova oral (antena 3) cujo tema era exactamente os vizinhos. Os ouvintes ligavam e partilhavam experiencias com os vizinhos urbanos. Decidi ligar e falar dos vizinhos de aldeia,que me dava bem com todos menos com o má tripa, que implicava com a cadela e ela ainda por cima se ria.
No dia seguinte na sede la no lugar, logo cedo pela manha, a d.ana começou logo a rir à gargalhada e disse-me.
- O Rosa então foste ligar para a rádio a falar do zé manel (fiquei nesse dia a saber o nome dele). è que o filho ouviu e chamou-o.
Fiquei meio atrapalhada mas a coisa lá se passou, até ao dia que me cruzei com ele e com a mulher. Ele virou-se para a mulher e disse alto .. assim para eu ouvir.
- Esta é que é boa, ao menos leva-me à rádio ... agora tu !!!

e a partir desse dia nunca mais implicou, e passou a dizer-me bom dia

:)

hoje que mudei de lugar, não tenho praticamente nenhum vizinho

11 outubro, 2006 14:36  
Anonymous Anónimo said...

desculpa os erros

11 outubro, 2006 14:36  
Blogger papel químico said...

que gira a história, maria rosa! proporcionaste ao bad tripes os seus cinco minutos de fama. e que sorte tu tens, vida de praia. eu mal vejo e mal conheço os meus vizinhos. temos horários muito diferentes. conheço melhor as empregadas deles : ) os do prédio, porque já começo a conhecer algumas pessoas aqui das redondezas, mas não há convívios nem nada que se pareça. fala-se no calor latino, mas nesse aspecto os nórdicos ganham-nos aos pontos. nisso e em muitas outras coisas : )

11 outubro, 2006 18:03  
Blogger Vida de Praia said...

Obrigada pela anedota verídica sobre as tuas experiências com um daqueles vizinhos que não se desejam nem aos nossos inimigos, como se costuma dizer. Deveras uma história engraçada, Maria da Rosa. Entretanto ainda bem que acabou bem : ) Fiquei talvez também a compreender melhor a razão da tua mudança para um sítio praticamente sem vizinhos mas com muita paisagem e muita fauna ; )

11 outubro, 2006 18:15  
Blogger Vida de Praia said...

Acho-me realmente muito sortuda, papel químico. Esta é uma vizinhança extraordinariamente boa - ao contrário da vizinhança de onde vinhamos, que mais se assemelhava ao que descreves do mítico calor latino que entre vizinhos pouco tem de real; e que francamente é talvez o mais típico entre nórdicos: cada um na sua, tapumes enormes, etc.
Já o conheceres as empregadas dos teus vizinhos é possivelmente mais do que o que muita gente poderia dizer.
E depois há o conhecer e há o dar-se bem com... a minha mãe, por exemplo, sabe quem são os vizinhos, mas não se dá com nenhum deles e duvido que tenha entrado em casa de algum, ou algum tenha entrado em casa dela.

11 outubro, 2006 18:25  
Blogger papel químico said...

sim, eu conheço de vista, nada mais. provavelmente não reconheceria muitos dos meus vizinhos se os visse na rua (sad...). ou ficaria com uma leve impressão de já ter visto aquela pessoa em qualquer lado.

12 outubro, 2006 10:43  
Blogger Vida de Praia said...

Também não é todos os dias que vemos os nossos vizinhos, por termos vidas e horários diferentes - e não lhes conhecemos as empregadas ; ) Mas tendo-nos mudado todos para aqui praticamente ao mesmo tempo e o espírito quase pioneiro que se criou por isso facilitou o vir-se a conhecer as pessoas. Também tenho de mencionar que a nossa comissão de moradores merece uma palavra de apreço pelas iniciativas que tem tomado em organizar convívios para miúdos e graúdos (festas de Verão, Natal e Carnaval por exemplo), com convites pessoais a cada morador, o que também tem contribuido grandemente para o bom ambiente e vida social entre vizinhos.
Vocês também têm certamente uma comissão de moradores, e com a bela sala de convívio do condomínio faziam-se aí uns óptimos convívios... O que achas? O pessoal alinharia?

12 outubro, 2006 17:09  

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