quinta-feira, outubro 12, 2006

Jingle bells, jingle bells…
Para mim o Natal é uma época mágica, fantástica. Adoro as decorações, as luzes das velas, as prendas, as bebidas quentes em boa companhia, o bolo rei. Mas todos os anos acabo por me chatear com o cada vez maior comercialismo ligado a ele. A mais de dois meses do Natal já há um ou outro anúncio fazendo alusão à quadra natalícia e daqui a nada haverá uma explosão de publicidade e vai ser cada vez mais difícil encontrar espaços urbanos sem renas e Pais Natais de várias configurações e tamanhos (entretanto talvez não me devesse queixar, pois que se vivesse em Inglaterra já há muito que me andava a exaltar, uma vez que, segundo uns amigos que lá temos, os primeiros catálogos apareceram no correio já em Agosto!...)
É pena ter-se tornado assim esta festa cada vez menos dedicada à família, ao convívio e às tradições e cada vez mais dedicada aos cifrões (ou lá o que chama o símbolo do Euro) investidos em comodidades muitas vezes supérfluas, fúteis, frívolas, desnecessárias e em que a alegria dá lugar ao stress, grandes expectativas e desapontamentos ainda maiores. Um mundo de pernas para o ar.

4 Comments:

Blogger papel químico said...

concordo inteiramente contigo. sabes que nem sequer faço muita força para que o meu filho acredite no pai natal. é que, agarrados ao pai natal, vêm os catálogos de milhares de lojas com milhares de coisas inúteis a querer fazer passar-se por essenciais.

12 outubro, 2006 10:41  
Blogger Vida de Praia said...

A woman after my own heart : ) E os putos ficam tão impacientes durante meses e meses de espera, e imagino que desapontados 1) quando descobrem que os pais os andaram a enganar e o pai Natal na realidade não existe e 2) quando depois de tanta antecipação e espera afinal não recebem tantas prendas assim, ou recebem roupa e não os brinquedos de que estavam à espera, etc. O clássico anti-climax da época festiva.

12 outubro, 2006 17:14  
Blogger papel químico said...

sim, mas é um bocado triste, ao mesmo tempo, não poder acreditar na fantasia. no meu tempo era o menino jesus que trazia as prendas, mas eu acabava por descobri-las quase sempre antes da data, escondidas atrás dos armários : )

13 outubro, 2006 00:41  
Blogger Vida de Praia said...

Essa tua curiosidade... ; ) Eras tu com as prendas e eu com os rebuçados e caramelos de fruta diligentemente escondidos dentro de tachos e panelas em diversos armários.
Sim, concordo que é triste não se poder dar largas à fantasia no Natal já desde puto; já de si as possibilidades disso em geral no século 21 são relativamente limitadas, com tudo a que muitas crianças já assistem ou já experimentaram.

13 outubro, 2006 07:11  

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