

Eu sou um bocado neurótica quando vou viajar: gosto de chegar ao aeroporto com bastante antecedência, faço logo o check-in, mantenho-me atenta nos monitores a que gate tenho de me dirigir e dirijo-me logo ao gate assim que abre, para evitar stress e confusões.
Uma pessoa está ali sentada a ler e a olhar para o relógio e a certa altura começa o embarque. E termina o embarque.


Segundo fontes no aeroporto de Copenhaga (nas fotos) isto acontece (sentem-se bem, para não cairem) 340 vezes por dia!
Mas – felizmente, para quem, como eu, detesta esperar pelos mais despassarados - acabou-se isso: dentre em breve o avançadíssimo aeroporto de Copenhaga vai introduzir microchips – ou RFID-tags, que é o nome técnico destas maravilhas - nos boardings cards, para evitar que os passageiros andem por aí perdidos. O chip possibilita localizar os passageiros automaticamente e se for detectado que perto da hora do vôo ainda andam por aí às voltas, recebem uma sms ou telefonema de aviso.
Genial! Simplesmente genial!
10 Comments:
Nada mal pensado! :)
E, se me perguntas, até já vem tarde. Mas mais vale tarde do que nunca, claro ;-)
o aeroporto de copenhaga ainda não é silencioso? por cá já acabaram com os anúncios pela megafonia há muito tempo (claro que a poluição visual nunca esteve tão vibrante, mas pronto, não se pode ter tudo). a ideia do chip é boa, só não deve resultar se o passageiro estiver a dormir uma bela soneca nos maravilhosos cocoon que aí têm : ) e que infelizmente não tive tempo de experimentar.
Não, infelizmente o aeroporto de Copenhaga ainda não é silencioso - mas com tanto progresso acabará por se tornar silencioso, espero. Não há nada mais irritante do que as tais chamadas pelos altifalantes. Eu só me pergunto, como é que tanta gente se “perde” num aeroporto, com tanto ecrã e tanta sinalização? E duvido que estejam todos a passar pelas brasas nos cocoons (que também ainda não tive oportunidade de experimentar, porque por enquanto só os há no lounge da businessclass e eu viajo sempre à pelintra :-D)!...
como se eu não viajasse à pelintra :) então só os vi por causa daquela iniciativa da cidade do design que estava a decorrer quando aí fui da última vez.
sim, é bem verdade que já não temos megafones, mas temos autênticos trombones ensurdecedores para os olhos. o aeroporto lisboa, pelo menos, está cada vez mais parecido com o centro comercial da mouraria em bom (ao contrário).
:-D Sim, deve ter sido isso. Era só design por todo o lado, lembras-te? Nunca te vi tão entusiasmada como nesses dias ;-)
Em contrapartida quando penso no aeroporto de Lisboa só me vêm à mente os amarelos dos letreiros (o centro comercial da mouraria, cuja existência ignorava por completo até há segundos atrás e por conseguinte nunca tive oportunidade de visitar, deve ser muita feioso!...) :-S
Se os chips indicarem a posição do viajante, vejo um problema de problema de privacidade: o viajante pode não querer que o pessoal do aeroporto conheça segundo a segundo a sua posição.
Este problema podia ser resolvido fazendo com que os chips apenas detectassem se o passageiro está a mais ou menos de 25 metros da porta de embarque, mas não indicassem exactamente onde está.
O sistema supõe que o passageiro dá o seu número de telemóvel, o que ele pode não querer fazer.
(Sou uma pessoa muito dada a direitos.)
Ai!... Voltaste a falar com os teus advogados, foi? :-) Como dizia o outro: há males que vêm para bem e quem não se sabe despachar e chegar a horas decentes para embarcar, não tem direito a direitos; sujeita-se, é o que é. É que eu detesto, odeio, abomino! ter de esperar :-P
Hmmm... espera lá... com tanta conversa e apologia sobre direitos, está-me a cheirar a que já foste chamado pelo altifalante... ;-D
Muito boa ideia!!!
Aí está uma alternativa mesmo muito boa!!!
Beijo
Sim; só tenho pena de não ter sido inventada por mim ;-)
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