
Ontem foi portanto o grande dia de festa. Quinze anos não são dois dias e exigem celebrações a sério. Depois da ginástica, o cara-metade, ainda inconsciente dos planos sorrateiros e secretos cá da “je”, queixou-se de estar com “larica”.
- “Não há problema, querido. Olha, muda de roupa, veste por exemplo aquele teu fato todo catita e às oito jantamos”.
- “?”
Levei-o a um restaurante com as estrelas todas e de óptima reputação e requinte que ele já mencionava de relance com um certo fascínio há anos. Dos tais em que o cozinheiro de renome vem atenciosamente explicar tim tim por tim tim o que iremos saborear, cada vez que nos é posto à frente um manjar dos deuses extremamente decorativo e uma pessoa humildemente abana a cabeça e agradece, apesar de só ter “pescado” uma palavra ou outra. Estão a ver a mesinha logo atrás da mesa comprida, ao lado da janela? Foi nessa que ficámos.
O meu cara-metade não contava com tais mimos. Mas por outro lado a surpresa não foi tão grande como eu estava à espera. Nunca fui muito boa parceira em jogos de cartas por não ser propriamente exímia em esconder emoções fortes. E obviamente que a minha cara de inocente e calma nos dias anteriores não foi suficientemente convincente e que o meu-cara metade deve ter cheirado que ali havia gato.
O certo porém é que mesmo assim passámos uma noite muito romântica a fazer o balanço de quinze anos com altos e baixos passados a dois, até que a morte nos separe; com comida e bebida soberbas e um atendimento digno de um restaurante daquele gabarito e da ocasião que era.

E tudo servido em porcelana real e “regado” com um vinho tinto de grande qualidade ad libitum. Bon apetit : )
4 Comments:
que belo jantar! iumm
: D
Não pergunto se és servida, porque já lá vai...
TAMBÉM QUEROOOOOOOOOOOOOOOOO!
Então 'bora, tikka ; )
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