Leilões
Tornou-se
muito popular leiloar os pertences dos famosos, entre eles os da realeza. Sabem
entretanto por que motivo é que há tão poucos casacos do guarda-roupa da
princesa Diana nos leilões? Diana dava os casacos aos sem-abrigo.
Podia ter
muitos defeitos, mas a “princesa do povo” era caridosa.
Mistério
Também já
aqui falámos do interessante mistério da identidade do artista urbano Banksy
com olho para o caricato. A agência Reuters parece que apurou que o artista é
mesmo Robin Gunningham, que já se passou por ser David Jones e fez algumas
obras em parceria com Robert Del Naja, o vocalista dos Massive Attack, também
conhecido por 3D como artista de grafitti.
...
Claro que
nisto de mistérios a certeza nunca é absoluta, e há quem pense que Robert Del
Naja é o Banksy... a minha pergunta é: alguma vez foram vistos juntos, ou é
como o Clark Kent e o Superhomem, em que “um” obviamente só aparece quando “o
outro” não está presente?
(na foto a obra
de Banksy no prédio danificado por bombardeamentos russos, em Horenka, na
Ucrânia, Maio de 2023)
A magia dos peluches
Lembram-se de
há uns emses atrás ter referido o macaquinho Punch, que se linha ligado a um
orangutango de peluche como se fosse um amigo? Pois, os peluches não são
mágicos apenas para os mamíferos: pelo que li até as aves encontram conforto em
brinquedos de peluche, como o pinguim Henry (na foto), no parque Sea Life
Weymouth, que se ligou muito ao Tom, um pinguim de peluche. Tão queridos! 😍
Ai, a comida
No campo da nutrição, os peritos estão sempre a mudar as suas recomendações
e dietas malucas há muitas. Até recentemente recomendavam restrição calórica
(máximo 1.200 calorias por dia), porções pequenas e parar de comer antes de se
ficar saciado, porque há um atraso entre ingerir a comida e o vir a sentir-se
saciado. Agora parece que descobriram que comer porções mais pequenas afinal dificulta
a perda de peso e manter a mesma, simplesmente porque se come com os olhos: se
o volume de comida no prato é pequeno, nem que seja uma comida com bastante calorias, como por exemplo
um pastel de pasta folhada, uma pessoa, precisamente por parecer pouco, já começa
a refeição com mais fome e ainda fica com fome quando acaba. O que nos faz voltar
a comer pouco tempo depois, e ao todo comer mais. E em vez de contar calorias,
resulta melhor encher o prato com as coisas certas: proteínas (que suprimem a
ghrelina, uma das hormonas que estimulam o apetite), fibras (que nos fazem
sentir-nos saciados por mais tempo, já que fibras fazem a comida circular mais
devagar através do intestino) e um mínimo de comida ultraprocessada, deixando
os olhos satisfeitos logo de início, só pelo volume = come-se mais mas
ingerem-se menos calorias.
Umas coisas e outras
Não pensem que a minha agenda é a de promover medicamentos; não é. Mas
acho engraçado quando se desenvolve um medicamento para tratar uma coisa e se
vem a ver, que ajuda noutra completamente diferente. Por exemplo os fármacos contra a epilepsia são usados na psiquiatria
para combater as ondulações temperamentais mais violentas como as que se vêm no
transtorno bipolar. E há dias li que os novos fármacos agonistas dos receptores
de GLP-1 (glucagão de tipo 1) para tratamento da diabetes e obesidade, o Ozempic
e o Wegowy parecem ajudar a aliviar sintomas de ansiedade e depressão, possivelmente
não só indirectamente graças às vantagens para a imagem e auto-estima do próprio
da pesa de peso, mas também directamente através do efeito do semaglutido, a
sua substância activa. Isto segundo um estudo recente levado a cabo na Suécia
que abrangeu 100.000 participantes: demonstrou que quem usava um destes
fármacos tinha menos necessidade de cuidados hospitalares e de ausências ao
trabalho por motivos psiquiátricos, e menor risco de agravamento de sintomas de
depressão e ansiedade – o famoso matar dois coelhos com uma cajadada só.
Cannabis
O cannabis está
a ser promovido por políticos e quem usa, já foi liberalizado em vários sítios
e até já se usa para “usos medicinais”. Quem o defende diz que é uma “alternativa
natural inofensiva” aos medicamentos no tratamento de dores, náuseas, stress
pós-traumático, etc. Mas não é: não é tão perigoso como os opioidos, mas como substância
psicoactiva que é, pode levar a problemas mentais gravíssimos como paranoia e
outras psicoses, falta de motivação (ao que se chama síndrome de
amotivação) e dependência. E do lado físico, pode causar problemas de pulmões,
cardiovasculares e gastrointestinais – e dores abdominais agudas, o dito
síndrome de hiperemese cannabioide (CHS).
Protecção
Este Verão, sob
o mote da preservação ecológica e da defesa da natureza em geral e das praias
em particular, o governo grego acaba de actualizar a sua lista de áreas com
protecção especial, entre elas 251 praias, onde proibiram construções de
estruturas turísticas como espreguiçadeiras, guarda-sóis, bares e desportos
aquáticos. E novas entradas em parques nacionais, Corfu e Creta.
E há
protestos e aplausos.
Eu aplaudo,
claro.