terça-feira, abril 28, 2026

O D’Artagnan

Li há dias que durante as obras de restauro de uma igreja neerlandesa em Maastricht tinham por acaso possivelmente descoberto os restos mortais de Charles Ogier de Batz de Castelmore, o nobre francês do século XVII que inspirou a personagem de um dos meus grandes heróis da literatura, o D’Artagnan, das histórias de Alexandre Dumas sobre os Três Mosqueteiros. Terão claro de analisar o ADN do esqueleto para se certificar. Mas, pelo que li, historicamente seria possível, uma vez que tal como o D’Artagnan da ficção, Charles terá perecido no cerco de Maastricht em 1673.
Agora fiquei com vontade de reler os livros.

segunda-feira, abril 27, 2026

Sandálias
Olhem que giras estas sandálias tão giras em forma de rosa da Angulus - design dinamarquês, feitas em Portugal com materiais portugueses.

domingo, abril 26, 2026


Incêndios

Com o Verão quase à porta, antecipamos infelizmente a época dos incêndios florestais em Portugal, essa maldição anual de já há mais de 4 décadas. Espero entretanto que a IPMA e afins não comecem logo a disparatar, referindo as ditas mudanças clímáticas como a causa dos mesmos e apelidando-los erroneamente de “fogos naturais”, quando toda a gente sabe que de naturais não têm nada: ainda há dias vinha uma notícia que até 15 de Abril já tinham ardido mais de 7.600 hectares (quase o dobro do que pela mesma altura já tinha ardido em 2025) e que a GNR só este ano – e ainda só estávamos em meados de Abril! - já tinha detido 59 pessoas, 57 das quais estavam acusadas de aterar fogo por negligência, a maioria em Vila Real, Braga, Leiria (lá se vai o pinhal do D. Dinis!...) e Viseu. Neste caso a “negligência” é fazer queimadas à bruta, sem seguir os preceitos necessários e que obviamente acabaram por se descontrolar. E sabe-se lá quantos fogos supostamente por negligência na realidade são de foro criminoso, uns poucos da mão de reais doentes mentais com a mania da piromania, outra mãncheia por vingança entre vizinhos e devido a fumadores descuidados e a grande maioria, como se sabe, por motivos económicos, tal como os que ainda estão para vir enquanto ainda restar mata para queimar...
Querem solucionar o problema e acabar com os incêndios florestais? Para além de limpar obrigatoriamente as matas, acabem com os seguros para essa área e não ponham logo em liberdade estas pessoas que detêm; fechem-nas numa cela e deitem fora a chave. Vão ver como é remédio santo.

sábado, abril 25, 2026

25 de Abril
Hoje é único dia realmente nacional que Portugal tem e o único dia em que me sinto mais patriota – exceptuando durante os jogos da nossa Selecção nas últimas mãos das grandes competições, como é óbvio – força no Mundial! 😊 Mesmo longe da pátria, não posso deixar de ficar emocionada recordando o sacrifício e luta de homens e mulheres para conseguir liberdade de expressão e direitos irrevogáveis para cada cidadão.
Independentemente do que nos possamos queixar sobre estado em que está o país de momento a vários níveis, o que não vale mesmo a pena é dar ouvidos a nostalgias baratas sobre outros tempos em que nem sequer o pensamento era livre e tudo se censurava por uma elite sem mandato do povo para tal.
Quem, como eu, já cresceu com este direito constitucionalmente garantido pode esquecer-se da importância e inegualável valor do que celebramos neste dia. Mas não podemos nem devemos esquecer e ao comemorá-lo mantemos viva a consciência de que o que se ganhou facilmente se pode perder, se grupos de pessoas sem mandato para tal se apossarem do direito de ditar o que devemos pensar, dizer e fazer. Aqui fica o 
hino deste dia.
Viva a democracia! Viva a liberdade! Bom 25 de Abril!

sexta-feira, abril 24, 2026

Mais equilíbrio

Outra coisa que, pelo que li, ajuda a manter a manter o equilíbrio mental e até a tratar transtornos mentais é escrever diário, acompanhando variações de humor e de comportamento e organizando os pensamentos.
De uma pessoa que já escreve diário há bem mais de 36-37 anos, acho que é verdade 😊

quinta-feira, abril 23, 2026

Os negativos

Há pessoas tremendamente negativas, que a cada passo e a cada curva parecem ter acesso a uma fonte inesgotável de negatividade e espírito derrotista. Se uma pessoa se deixa absorver nessa espiral negativa, acaba por ficar contaminada com receios e pessimismos nada construtivos e fica em baixo. Como lidar com elas para o prevenir? Eu tenho várias estratégias: por exemplo deixar a conversa negativa passar-me ao lado sem comentários. Ou, se estou com mais energia ou acho que leva a algum lado, tentar refutar os ciclos negativos com outros aspectos menos negativos da situação. É que não há motivo para este pessimismo incessante, o mundo não é tão sombrio assim. E controlar o fluxo interminável de más notícias através dos meios de comunicação social, que só têm isso para vender, também ajuda a manter o equilíbrio mental, claro.

quarta-feira, abril 22, 2026

Saiu-me na rifa

Normalmente não tenho muita sorte no jogo; já ganhei uma coisa ou outra – uma passagem de avião, bilhetes para um concerto com viagem e estadia, fixe mas nada do outro mundo. Como seria por exemplo uma pintura valiosíssima, como a que saiu a um francês há dias numa rifa no lendário sorteio beneficente “1 Picasso por 100€”: deu 100€ por ela, tal como 120 mil outros participantes, e ganhou no sorteio o Tête de Femme, um retrato da autoria do Picasso no valor de um milhão de euros, que este ano vai valer 11 milhões das receitas da venda de rifas à pesquisa da doença de Alzheimer (o último milhão cobre o custo da obra de arte à galeria que a doou). En edições anteriores as receitas reverteram a favor de outras causas de solidariedade social igualmente dignas como projectos de saneamento em escolas e aldeias dos Camarões, Madagáscar e Marrocos.