segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Desafio 2
Desta vez foi a menina alecrim que me desafiou – ou melhor: apostou que eu não conseguiria deixar de reagir a este desafio ;-) E previsível como sou – mas também porque o achei giro por ser estilo uma auto-biografia leve, aqui estou.

QUATRO TRABALHOS QUE TIVE NA MINHA VIDA:
1- Vendedora de enciclopédias – excusado será dizer que só durei pouco mais de um mês em que só consegui empandeirar uma única enciclopédia... aos meus pais.
2- Embaladora numa pequena firma praticamente caseira de fabrico de produtos texteis.
3- Assistente de uma psicóloga com uma deficiência motora, durante um ano.
4- Psicóloga clinica, de há 10 anos a esta parte.

QUATRO LUGARES ONDE VIVI:
1- Em casa dos meus pais, claro.
2- Em Bergen, na Noruega, durante um ano, enquanto frequentei uma escola de artes.
3- Em Holte, uma cidadezinha pacata e muito verde a norte de Copenhaga.
4- Em Copenhaga.

QUATRO LEMBRANÇAS BOAS:
1- O meu primeiro Natal em Bergen passado com bons amigos.
2- Novamente de volta a Bergen, o ano na tal escola de artes.
3- As nossas férias em Florença há 2 anos atrás.
4- A minha sobrinha Madalena.
(É pena serem só 4, pois haveriam muitas mais lembranças boas, de momentos passados com amigos, noites românticas com o meu cara-metade, etc. etc.)

PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA:
Quando era míúda para além da escola pouco tinha para fazer, e como passava a maior parte do tempo livre em casa, “papava” tudo o que vinha na televisão. Mas gostava particularmente de:
1- A Abelha Maia.
2- O Dartacão.

3- As Aventuras do Tom Sawyer.
4- Verão Azul.

PROGRAMAS DE TV A QUE ASSISTO:
Muito pouca é a televisão que vejo hoje em dia. Uma vez por outra lá vejo:
1- O telejornal.
2- O Disney Show.
3- O Columbo (série policial dos anos 80 que voltaram a passar cá).
4- Aquela outra série policial com a Jessica Fletcher, “Crime, Disse Ela”, da mesma altura, enquanto faço exercício na bicicleta.

QUATRO LUGARES EM QUE ESTIVE E QUERO VOLTAR:
1- Bergen.
2- Sintra.
3- Toscana.
4- Grécia.

QUATRO FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:
1- Mariana (claro).
2- Marianne (é o correspondente ao meu nome em dinamarquês).
3- Nita (na minha família de origem).
4- Mussa (é o que me chama o meu cara-metade).

QUATRO PESSOAS QUE ME MANDAM E-MAIL QUASE TODOS OS DIAS:
1- A minha cunhada Lone.

2- ...
3- ...
4- ...

QUATRO COMIDAS FAVORITAS:
1- Arroz de marisco.
2- Bacalhau à Braz.
3- Qualquer tipo de pasta, macarrão ou esparguete com um molhinho italiano.
4- Gelatina!

QUATRO LUGARES ONDE DESEJARIA ESTAR AGORA:
1- Em Bergen.
2- Em Portugal, ao pé da minha sobrinha.
3- Em Itália, algures.
4- Numa ilha grega.

AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO:
1- A papel químico.
2- A psipages.
3- A menina.
4- A helena mendes.
(e quiçá a marta...)

AMIGOS QUE ACHO QUE NÃO ME RESPONDERÃO
Os que não vão à bola com desafios - ou não têm tempo para as minhas parvoíces ;-)

ESPERO QUE ESTE ANO DE 2009 EU POSSA:
1- Continuar a ser feliz.
2- Ir a Portugal mais do que uma vez.
3- Perder uns quilitos.
4- Ir à Córsega.

domingo, março 18, 2007

De volta!
A Toscana é um sonho: verde, temperada, nesta altura do ano com flores silvestres, zona de boa comida e bons vinhos, e de gente simpática e prestável. Apanhámos um tempo estupendo (até deu início a um bronzezito e tudo...) e descansámos bastante.
Em poucos dias descobri vários factos que desconhecia sobre os italianos, mas vi também confirmadas algumas das minhas suspeitas:
~ são pessoas extremamente bem educadas - “buongiorno”, “grazie” e “prego” usam-se generosamente, e a clientela é apelidada de “gentille
~ acreditam que não encontrámos quase ninguém que falasse inglês?! (aquela frase no guia: “parla inglese/francese/tedesco?” deve portanto ser uma pergunta retórica, à qual a resposta quase sempre é um incondicional e claro “no, scusi”!...); e mesmo topando logo que éramos estrangeiros, a vontade de ajudar era tanta, que nos falavam pelos cotovelos na sua língua materna, se bem que lentamente: “adesso, va sempre dirito fino al incrocio e gira a sinistra” bla bla bla
~ adoram andar de bicicleta – todos os dias nos deu a sensação de que estávamos no cortejo do Giro d’Italia
~ conduzem como doidos, especialmente os condutores de motas, que há aos milhares; nem o trânsito mais cerrado os impede de se enfiarem sem quaisquer escrúpulos. Só se sobrevive sem mossas no automóvel mantendo os olhos bem abertos e o pé constantemente na proximidade do travão
~ vimos raríssimos McDonald’s – fastfood parece ainda ser a tradicional pizza – talvez uma maneira de preservar a cultura gastronómica local?
~ uma pessoa sente-se sempre segura com tantos carabinieri (polícia) nas ruas
~ eu imaginava que teria facilidade em comunicar com os locais, mas, incrivelmente, poucos percebem o português. E como com o inglês, como dito, também não se vai lá, tive de aprender algumas frases e expressões muito básicas em italiano – e que pacientes que foram para comigo os toscanos, a tentar perceber o que dizia apesar da falta de gramática e vocabulário
~ nas livrarias SÓ há livros em italiano
~ nunca vi tanta afluência de farmácias como em Florença, praticamente uma em cada esquina – serão os toscanos particularmente hipocondríacos?
~ nem nunca me habituarei a ver o pessoal de Hollywood a falar italiano fluentemente. Ma chè?
(foto da Piazza della Signoria, Florença: Volavale @ flickr.com)