sexta-feira, fevereiro 02, 2018


Há leis e leis 1
Uma pessoa a pensar que no parlamento se revidem leis e que as que temos são as mais modernas e afinal… ainda há dias li que em certos países ainda têm leis arcaicas em vigor. Começando pelo Reino Unido, sabiam que lá é proibido entrar de armadura na Casa dos Comuns? Desde 1313 e até hoje; e ainda têm cabide próprio no vestiário para pendurar a espada :-D
Outra proibição no parlamento britânico: falecer lá dentro, sejas tu eleito pelo povo ou apenas passes lá de visita.

quarta-feira, maio 06, 2026

Duh?!...
Não é raro virem leis e propostas parvas do Parlamento Europeu. A mais recente foi tentar combater o turismo excessivo numas regiões promovendo o turismo noutras com menos afluência de turistas. Do que os eurodeputados se devem ter esquecido é que há muitas regiões que não querem para lá turismo mas que os deixem em paz. E que quando se promove qualquer coias a tendência não é a que as coisas se desenvolvam pacificamente mas que a afluência vá aumentando até se chegar ao desgoverno, como vemos em Lisboa, Barcelona, Roma, Veneza, etc. etc.
Se o Parlamento Europeu realmente quissesse combater o turismo excessivo tomava medidas a sério contra o Alojamento Local, por exemplo, ou para desencorakjar tanto turismo; não promovia coisa nenhuma. Se faz algum sentido...?

terça-feira, maio 05, 2009

Leis loucas
Lembram-se de eu em tempos ter falado de uma lei aparentemente débil e que alguém se esqueceu de rever e que desde tempos primordiais se aplica aos membros moribundos do parlamento inglês que os proíbe solenemente de morrer no parlamento? Ora bem, pelos vistos não é a única lei que por aí há que poderia causar algum espanto. Eis portanto mais algumas do género:
- sabiam por exemplo que na capital de San Salvador, El Salvador, uma pessoa se arrisca à pena de morte, mais propriamente a ser abatido a tiro, por conduzir com álcool no sangue?
- ou que em França é proibido dar o nome de Napoleão a um suíno?
- no Reino Unido as grávidas podem fazer chichi onde queiram... sem excepções
- dentro dos muros da cidade britânica de York ainda é legal matar um escocês se este estiver armado de arco e flecha.
- e em Londres é proibido apanhar um táxi se se tiver contraído a peste
- terminando nos Estados Unidos, no estado do Ohio não é permitido embebedar um peixe
- e no estado de Vermont as mulheres ainda têm de ter permissão por escrito dos maridos para poder ter dentadura postiça.
...

E depois não me venham cá dizer que os legisladores não fazem nenhum nem se interessam pela causas mais centrais... ;-D

quinta-feira, setembro 04, 2008

Lei de morrer
Critica-se muito os políticos, e muitas vezes merecem-no, porque têm tendência a pôr o pé na argola e a não honrar as promessas que fazem durante as eleições. Mas já pensaram na sabedoria imensa que é precisa para se legislar de forma a coadunar e anticipar todo o tipo de situações e interesses? Pois é, porque de preferência uma lei que protege uma parte, não deverá prejudicar ou discriminar outra, o que exige ter uma visão tremendamente abrangente e, basicamente, pensar em tudo.

E pensar em tudo é precisamente o que parece ser o caso dos legisladores britânicos. Pois é: li há dias uma notícia sobre uma lei que têm em vigor sobre um assunto que nunca me tinha passado pela cabeça: não é que há uma lei que proíbe que se morra no parlamento em Londres? A sério: assim que se note que uma pessoa está a sentir-se mal ou pareça mais para lá do que para cá, mandam-na logo para casa.
A razão é simples: quem morra no parlamento, pelo menos tecnicamente, tem direito a funeral de Estado e ninguém está interessado em que hajam para aí funerais de Estado a torto e a direito, pois não?...
Estão a ver como ser-se político requer pensar em tudinho?

sábado, fevereiro 24, 2018

Idiotices parlamentares
O parlamento portugês deve andar mais parvo do que é costume. Então não é que aprovaram um diploma no início deste mês, que dará o direito a donos de animais de estimação - de cães, gatos, tartarugas, e, em princípio  até serpentes e ratazanas - levar os mesmos para dentro de estabelecimentos como restaurantes? Segundo este ainda nenhum animal poderá andar à solta no interior dos estabelecimentos.
E os coitados dos donos do estabelecimento é que terão de se dar ao trabalho de eventualmente recusar a entrada a certos e determinados bichos por motivos de saúde, falta de higiene ou comportamento que perturbem o funcionamento normal do estabelecimento. Ou seja: imaginemos que apesar da "triagem" um  cão a quem foi permitido o acesso morda um cliente, a responsabilidade é do dono do estabelecimento. Ou imaginemos outro cenário: o dono do estabelecimento nega-se à porta a deixar um bicho qualquer entrar a acompanhar o seu dono. O que se derenrolará após impedir o bicho de entrar? Estão como eu já a imaginar conflitos, insultos e sei lá que mais?
Como dito, o parlamento portugês deve andar mais parvo do que é costume. E uma coisa é certa: em estabelecimento em que seja permitida a entrada de qualquer animal, não entro eu :-P

domingo, maio 23, 2010

Boas notícias!
Lembram-se de eu há meses atrás vos falar do mais recente projecto sem perspectivas da União Europeia, a dita carne “reconstituida”? Pois bem, pela primeira vez de sempre o Parlamento Europeu resolveu ter juízo e desaprovou de uma vez por todas a proposta de lei em causa, acabando por não permitir a tal enzima trombina nos produtos alimentares europeus.

Logo podem continuar a comer um bom bife à confiança ;-)

domingo, julho 14, 2024

Petição

Outra boa acção, desta vez em Portugal, foi a petição com mais de 20.000 assinaturas para o encerramento do comércio aos Domingos e feriados e redução do horário de funcionamento até às 22 horas. Acho muito bem, em nome das famílias que têm pais a trabalhar no comércio; com as coisas bem planeadas, ninguém precisa de ir às compras à meia-noite, nem aos Domingos e feriados e para os empregados e suas famílias tem sido uma imposição pouco humana.
Espero que o Parlamento aprove. E que se alastre a outros países europeus.

sábado, agosto 25, 2012

Discursos políticos
Eis o relatório da Sra. Primeira Ministra na conferência de abertura do Parlamento cá - não é preciso saber muito dinamarquês para perceber ;-)

sábado, agosto 09, 2008

Há gente tão parvinha – 2
E como animais não são gente, porquê dar largas à parvoeira exagerando a luta pelos direitos dos bichos? Não me interpretem mal: concordo que se trate bem os animais, é o nosso dever. Mas acho que há limites.
Não vejo por exemplo a necessidade do parlamento espanhol de começar a discutir os direitos dos macacos residentes no nosso país hermano. No entanto segundo a Sky News fizerem-no recentemente e propõem passar leis que assegurem o direito dos símios, interessantemente à excepção dos que habitam nos jardins zoológicos, de viver em liberdade; o que impedirá que sejam usados em experiências de laboratório (até aqui tudo bem), no circo (isto já é mais discutível) e em publicidade televisiva e filmes... ou seja: acabaram-se os filmes do Tarzan em que participa a Chita, não?
E segundo li até a nível da ONU já há um grupo que consiste de primatólogos, psicólogos e éticos (e um ou outro babuíno?...) que luta pelos direitos dos macacos e pela implementação de uma Declaração dos Direitos dos Monos.É pá, valha-me Deus!...

quarta-feira, junho 12, 2019

As beatas
O Partido Pessoas-Animais-Natureza, PAN, que nas eleições para ao Parlamento Europeu foi de vento em popa, vai hoje à Assembleia da República com o projecto-lei n.º 1214/XIII para fazer face ao gigantesco problema das beatas: como se sabe 30% dos incêndios que há em Portugal todos os anos são causados pelas beatas de cigarros atiradas para o chão. Por todo o país deitam-se 7.000 beatas para o chão a cada minuto, como se isso fosse um comportamento normal. Beatas estas que demoram mais 10 anos a degradar-se. Daí o partido propor a proibição de descartar beatas para a via pública se estenda a todo o país, com acções de fiscalização, multas aplicáveis aos prevaricadores e a criação de uma “ecotaxa”. 
Eu iria mais longe: não proibiram as palhinhas de plástico? Então sejam consequentes e proibam o tabaco também que os filtros são um problema bem maior do que as palhinhas; grande parte do microplástico que está a sufocar os oceanos vem precisamente das beatas.

sexta-feira, setembro 16, 2011

O dia seguinte
 A eleição geral já lá vai - e felizmente, porque já andava farta de lavagem de roupa suja política e afirmações simplistas e, por vezes, absolutamente falsas! Eu não suporto a possível nova Primeira-Ministra, Helle Thorning, pelas razões que já mencionei anteriormente, especialmente a sua dupla moral, mas isto é uma democracia: os eleitores decididem. Agora a Dinamarca tem um novo governo e a primeira Primeira-Ministra – parabéns! E boa sorte em salvar a Dinamarca e fazer tudo muito melhor do que o governo anterior, tal como prometeram aos eleitores ;-)
Eu não percebo muito de política, mas a campanha e a eleição de ontem foram muito instrutivas e deram que pensar:

·     Previstas vitórias esmagadoras podem tornar-se vitórias bastante frágeis, em que 8.000 votos apenas decidem uma maioria, por isso não se  deve confiar nas sondagens.
·    O governo regional das Ilhas Faroé e da Gronelândia significa que eles controlam a situação interna e as condições na Dinamarca (esta vitória esquerdista esteve dependente dos deputados dessas ilhas).
·    Mesmo com a pior eleição do partido em 108 anos e a perda de mandatos no parlamento, pode-se facilmente vencer uma eleição tendo os amigos certos - outros partidos, bem como o movimento sindical (é importante manter a amizade com os sindicatos, pois eles têm muito dinheiro que distribuem com prazer!).
·    Quem mente e distorce os factos e foge ao fisco, é recompensado com um posto de Primeiro-Ministro.
·   Agora que todos vamos trabalhar mais 12 minutos (é essa a essência do ”brilhante” plano de esquerda para ajudar a Dinamarca a sair da crise), significa isso que de futuro os jogos de futebol serão de 102 minutos? ;-D (ouvi isto na rádio e fartei-me de rir)

Agora mal posso esperar para que a psiquiatria – como prometeram – seja forrada a ouro e que venham mais “mãos quentes” (enfermeiras, médicos, etc; o oposto de “mãos frias”, que é pessoal administrativo que nada faz de útil pelos pacientes). E para que removam os cartazes eleitorais... a não ser que sejam reciclados em breve, claro, que esta manta de retalhos de maioria parlamentar vai ter bastantes desafios cada vez que quiser tomar uma decisão ;-)
 (Na foto: Gucci-Helle, a nova Primeira-Ministra e Stephen, o seu marido que foge ao fisco)

terça-feira, novembro 13, 2007

Ai os advérbios!
Depois de uma campanha eleitoral de contra-relógio (menos de 3 semanas) hoje é dias de eleições para o parlamento dinamarquês. Não há vencedores a priori nem tendências marcantes e vamos ter de esperar até às tantas para ficar a saber quem foi ou foram os vencedores, se o bloco de direita (que está actualmente no governo) se o esquerda. Política não é propriamente o meu forte, confesso, mas tenho a impressão que de certa forma tanto faz, já que as grandes ideologias parecem ter desaparecido por completo, senão na teoria pelo menos na prática. E não sei se é por causa deste vácuo ideológico, se por os diversos partidos políticos terem tido relativamente pouco tempo de preparação que a campanha mais do que tudo tem sido caracterizada por uma discussão de advérbios: um dos slogans principais do bloco de esquerda foi: “baixas de impostos ou segurança social”, dando é claro prioridade à segurança social à custa das baixas de impostos, enquanto que os partidos do governo diziam ”baixas de impostos e segurança social”.
A ver vamos no que esta conversa de gramática vai dar.

sexta-feira, fevereiro 09, 2018


Hora de Verão
A mudança da hora foi criada no início do século passado para tentar poupar energia, aproveitando o mais possível as horas de sol. Entretanto cada país tinha a sua data de mudança da hora, o que a UE uniformizou em 1981.
Não tenho opinião formada sobre aquilo da mudança da hora; é uma chatice ter que se lembrar de pôr o relógio uma hora para a frente em Março ou para trás em Outubro, e já cheguei atrasada e adiantada demais por isso, mas pronto. Entretanto há várias associações contra a mudança na hora que há anos que andam a fazer lobby para que acabe. E o Parlamento Europeu votou ontem sobre isso. A decisão não obriga a mas permite que acabe.
A mudança da hora tem vantagens e desvantagens. Realmente possibilita que se poupe energia e abrevia as noites no Verão, aumentando as horas de luz de dia com uma hora, dando-nos mais horas para actividades fora de casa. Mas não é bom andarmos mais cansados na Primavera por perdermos uma hora de manhã. E segundo estatísticas suecas, há mais ataques de coração na semana após a mudança da hora, o que indica que o corpo está em stress. E até os animais sofrem: nas primeiras semanas após a mudança da hora há mais corças e outros animais selvagens atropelados, porque estão habituados ao trânsito uma hora mais tarde.

domingo, junho 09, 2019


O Dia da Árvore
Não se sei ainda se comemora o Dia da Árvore. Mas quando eu era miúda no dito Dia da árvore, que salvo-erro era no dia em que se dá início à Primavera, haviam imensos eventos e a miudagem era convidada a ir plantar uma árvore algures. Pois para evitar a desfloração, o Parlamento das Filipinas aprovou uma lei que obriga todos os alunos quer do ensino básico, quer secundário, quer superior a plantar no mínimo 10 árvores em zonas previamente seleccionadas se querem poder acabar os estudos. Sem pegarem na pá não há formação.

Excelente contribuição para o ambiente e o clima! 😊

sexta-feira, março 29, 2019


A mudança da hora
Amanhã à noite muda a hora. Quase pela última vez. Porque pelo que percebi o Parlamento Europeu, que aparentemente não tem nada mais importante para fazer, vai abolir este fenómenos que já tinhamos desde os anos 80 para poupar energia.  
E já não estamos na situação de ser preciso poupar energia…?

domingo, outubro 18, 2009

Piratas
A Dinamarca é um país que se destaca pela irreverência com que se encara quase tudo, incluindo a política: já cá tivémos por exemplo há uns anos atrás um partido que conseguiu ter um deputado no Parlamento prometendo vento a favor nos carreirinhos de bicicletas e coisas fictícias do género. E agora parece que nas próximas eleições se vai candidatar o Partido dos Piratas (sim, ouviram bem: Partido dos Piratas!). Que vai lutar principalmente pela abolição dos direitos de autor e de todo o tipo de patentes.

Pois: se fossem eles a decidir isto tornava-se era sem dúvida na República das Bananas…

quarta-feira, maio 19, 2010

OMG!
Se acham que os nossos políticos ficam aquém das expectativas e deixam muito a desejar, então ainda não viram nada. Porque em comparação o parlamento da Ucrânia é um circo pegado. Há duas semanas até houve tumultos e selvajaria, em que atiraram com ovos e bombas de fumo e vários membros parlamentares andaram à pancada por não se conseguirem entender na questão do futuro da base da marinha em Sevastopol. Juro-vos! Inacreditável! Um dia deveras negro para a jovem democracia ucraniana.
De aqui em diante têm de começar a revistar a malta à entrada como nas discotecas ;-)
(fotos: Reuters e Epa )

terça-feira, outubro 28, 2014

O mundo fictício da política
Há dias ia caindo da cadeira. A notícia era sobre a Ucrânia, mas mesmo assim...: então não é que o Darth Vader, aquela figura mítica e maléfica da Guerra das Estrelas entrou para a política e é o líder de um novo partido virtual na Ucrânia? Sim, é mesmo o Darth Vader; pelo menos é o nome que tem no passaporte e a fatiota confirma-o!...  E até andou pelas ruas em campanha eleitoral para as eleições para o parlamento dia 26 de Outubro. Na Ucrânia tudo pode acontecer, mas... espero que não ganhe.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Exercício faz mal ao ambiente
Sempre adorei provocadores – aquelas pessoas mais corajosas do que eu que se atrevem a expressar opiniões contrárias às da maioria, não receando perder pontos em termos de popularidade.
Recentemente li sobre um destes provocadores, Chris Goodal, candidato ao parlamento britânico pelos Verdes, que escreveu o livro “How to Live a Low-Carbon Life” (“Como viver uma vida pobre em carbono”). Neste afirmava entre outras coisas que ir de carro é melhor para o ambiente do que ir a pé – e que o globo só ganharia se se deixasse de fazer exercício, se se fizesse o menos possível, de preferência espojados no sofá, e se se comesse menos. Isto porque mexer-se, fazer exercício, gasta energia e espicaça o apetite, levando-nos a comer mais. Produtos alimentares vindos de longe, transportados por mar ou por terra, embalados e muitas vezes refrigerados ou congelados nos nossos supermercados, novamente transportados até nossa casa e novamente refrigerados até serem confeccionados, usando-se imensa energia em cada passo deste processo. Com isto tenta realçar que precisamos de remodelar a nossa indústria alimentar, que de si contribui tremendamente para o aquecimento global e libertação de gases nocivos para o ambiente.
E com isto tudo perdi a fome…

sábado, janeiro 05, 2019


Em ano de eleições 
A Dinamarca vai ter eleições legislativas este ano. Ainda não foi anunciada a data, mas já todos os partidos estão a fazer campanha. E os jornalistas puseram uma questão interessante a todos os 9 partidos agora representados no parlamento dinamarquês: se ganharem as eleições, para melhorar a saúde do público, quanto é que vai custar um maço de tabaco que hoje custa 40 coroas? (A sua venda por mim proibia-se imediatamente, logo até considero a pergunta conservadora, mas enfim…) Todos excepto os ultraliberais, como sempre, acham que a escolha de fumar ou não é do próprio e não deve ser penalizado por isso, concordam em aumentar os preços do tabaco, mas uns responderam mais vagamente (”claro que aumentamos os preços, mas isto e aquilo”, enquanto que outros sugeriram aumentar os preços para quase o dobro e um de centro, cujos apoiantes não fumam certamente, até para mais do que o dobro. 
Assim pelo menos os fumadores já sabem em quem votar ;-)